A personalização da raiva
A personalização da raiva Por Alessandra Leles Rocha Quem assistiu ao filme COMER, REZAR, AMAR (2010), a protagonista Liz Gilbert faz uma comparação com a atriz Ingrid Bergman, dentro de uma reflexão sobre a pressão da perfeição, aceitando sua própria imperfeição e reconhecendo o sagrado em si mesma. Ela diz: “A verdade da aventura aqui na Índia está em uma fala: Deus reside dentro de você, como você. Ele não quer ver uma performance de como alguém espiritualizado se veste e se comporta. A garota quieta que passeia com um sorriso etéreo e gentil. Quem é essa pessoa? É Ingrid Bergman, em ‘Os sinos de Santa Maria’. Essa não sou eu. Deus reside dentro de mim, como eu”. E por que me lembrei disso? Bem, o discurso contemporâneo sobre a liberdade esconde aspectos bastante importantes para ficarem obscuros ou serem negligenciados. A começar pelo fato de que incide sobre as emoções e os sentimentos uma questão de gênero, que ao longo de séculos e séculos têm causado ...





